sábado, 25 de julho de 2009




Uniformes ficam como imagens mágicas na nossa cabeça.
Lembro até hoje do “Guarda Pó” branco com uma gravata azul marinho que usava para subir a lomba da Felipe, todos as manhãs, para ir até o Grupo Escolar Othelo Rosa. Estava assim no dia 30 de março de 1964 quando cheguei no colégio e disseram que não teríamos aula. Claro, fiquei louco de contente e descí a lomba. Até hoje me arrependo por ter comemorado que iria poder brincar mais cedo. Daquele dia em diante, o Brasil nunca mais foi o mesmo. Muita gente nunca mais pode brincar.
Algum tempo depois foi o preto com o jota vermelho. Respeitadíssimo uniforme do Julinho. Na época era um dos três “Top of Mind” de Porto Alegre. O outro era o dos baleiros do Colégio Militar, que mesmo sem eu ter estudado lá, fez parte da minha vida. Se o Bola, o Sérginho, o Xexê ou o Quico não tomarem a iniciativa, uma hora vou pedir licença e vou escrever sobre.
Ah, quase esqueço: O outro Top of Mind de PoA era o uniforme das gurias do Instituto de Educação.
Maravilhoso. Principalmente na época da minissaia. Isso me faz lembrar das pernas da Verinha, que morava na frente do 544. Aquela que namorava o tal de Foguete. Baleiro filho da puta, um dia, num baile do Militar, me deu um cotovelaço no peito. Provavelmente só por que eu tava cuidando a namorada dele.
No Julinho também teve a calça Topeka marrom com o blusão de korrigan amarelo. Fiasco. Até greve deu. E ainda tinha um medalhão prateado com o jota.
O uniforme da banda é até hoje uma lembrança que emociona. Incrível, 30 anos depois, volta e meia me pego falando na banda. Também merece um post dedicado.
Mais ou menos nesta época, outro uniforme fixou imagem: O do colégio Pio XII. Mas tinha que ser visto da parte de baixo da lomba, olhando para cima. Em dias de ventania o uniforme era mais apreciado ainda. Isso rendeu. Para mim, muito.
Teve também o uniforme do Aliança Futebol Club. Listras vermelhas paralelas às listras amarelas. Depois da primeira lavagem já nem tão paralelas. Se sobrepunham. A recomendação era lavar com sal pois a cada lavagem as camisetas iam adquirindo um quase laranja. Com o desespero, alguns lavavam as suas quase no sal puro. Diziam que o vermelho representava o sangue, a garra dos jogadores. O amarelo era o ouro (???) das medalhas. Claro que depois de tanto tempo e uso, a cor final deveria representar a vitamina C.
De lá para cá, nenhum uniforme mais. Nada mais de uniforme. Nada mais de unir formas.

Um comentário:

  1. Eu vesti o uniforme do "Othelo Rosa", em todo primário; o do "Julinho", durante o ginásio e o científico; do "Aliança Futebol Clube"; e o manto sagrado da "Banda Marcial Juliana" (em 68, 69 e 70).
    Eduardo (dudu)

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