

Uniformes ficam como imagens mágicas na nossa cabeça.
Lembro até hoje do “Guarda Pó” branco com uma gravata azul marinho que usava para subir a lomba da Felipe, todos as manhãs, para ir até o Grupo Escolar Othelo Rosa. Estava assim no dia 30 de março de 1964 quando cheguei no colégio e disseram que não teríamos aula. Claro, fiquei louco de contente e descí a lomba. Até hoje me arrependo por ter comemorado que iria poder brincar mais cedo. Daquele dia em diante, o Brasil nunca mais foi o mesmo. Muita gente nunca mais pode brincar.
Algum tempo depois foi o preto com o jota vermelho. Respeitadíssimo uniforme do Julinho. Na época era um dos três “Top of Mind” de Porto Alegre. O outro era o dos baleiros do Colégio Militar, que mesmo sem eu ter estudado lá, fez parte da minha vida. Se o Bola, o Sérginho, o Xexê ou o Quico não tomarem a iniciativa, uma hora vou pedir licença e vou escrever sobre.
Ah, quase esqueço: O outro Top of Mind de PoA era o uniforme das gurias do Instituto de Educação.
Maravilhoso. Principalmente na época da minissaia. Isso me faz lembrar das pernas da Verinha, que morava na frente do 544. Aquela que namorava o tal de Foguete. Baleiro filho da puta, um dia, num baile do Militar, me deu um cotovelaço no peito. Provavelmente só por que eu tava cuidando a namorada dele.
No Julinho também teve a calça Topeka marrom com o blusão de korrigan amarelo. Fiasco. Até greve deu. E ainda tinha um medalhão prateado com o jota.
O uniforme da banda é até hoje uma lembrança que emociona. Incrível, 30 anos depois, volta e meia me pego falando na banda. Também merece um post dedicado.
Mais ou menos nesta época, outro uniforme fixou imagem: O do colégio Pio XII. Mas tinha que ser visto da parte de baixo da lomba, olhando para cima. Em dias de ventania o uniforme era mais apreciado ainda. Isso rendeu. Para mim, muito.
Teve também o uniforme do Aliança Futebol Club. Listras vermelhas paralelas às listras amarelas. Depois da primeira lavagem já nem tão paralelas. Se sobrepunham. A recomendação era lavar com sal pois a cada lavagem as camisetas iam adquirindo um quase laranja. Com o desespero, alguns lavavam as suas quase no sal puro. Diziam que o vermelho representava o sangue, a garra dos jogadores. O amarelo era o ouro (???) das medalhas. Claro que depois de tanto tempo e uso, a cor final deveria representar a vitamina C.
De lá para cá, nenhum uniforme mais. Nada mais de uniforme. Nada mais de unir formas.
Lembro até hoje do “Guarda Pó” branco com uma gravata azul marinho que usava para subir a lomba da Felipe, todos as manhãs, para ir até o Grupo Escolar Othelo Rosa. Estava assim no dia 30 de março de 1964 quando cheguei no colégio e disseram que não teríamos aula. Claro, fiquei louco de contente e descí a lomba. Até hoje me arrependo por ter comemorado que iria poder brincar mais cedo. Daquele dia em diante, o Brasil nunca mais foi o mesmo. Muita gente nunca mais pode brincar.
Algum tempo depois foi o preto com o jota vermelho. Respeitadíssimo uniforme do Julinho. Na época era um dos três “Top of Mind” de Porto Alegre. O outro era o dos baleiros do Colégio Militar, que mesmo sem eu ter estudado lá, fez parte da minha vida. Se o Bola, o Sérginho, o Xexê ou o Quico não tomarem a iniciativa, uma hora vou pedir licença e vou escrever sobre.
Ah, quase esqueço: O outro Top of Mind de PoA era o uniforme das gurias do Instituto de Educação.
Maravilhoso. Principalmente na época da minissaia. Isso me faz lembrar das pernas da Verinha, que morava na frente do 544. Aquela que namorava o tal de Foguete. Baleiro filho da puta, um dia, num baile do Militar, me deu um cotovelaço no peito. Provavelmente só por que eu tava cuidando a namorada dele.
No Julinho também teve a calça Topeka marrom com o blusão de korrigan amarelo. Fiasco. Até greve deu. E ainda tinha um medalhão prateado com o jota.
O uniforme da banda é até hoje uma lembrança que emociona. Incrível, 30 anos depois, volta e meia me pego falando na banda. Também merece um post dedicado.
Mais ou menos nesta época, outro uniforme fixou imagem: O do colégio Pio XII. Mas tinha que ser visto da parte de baixo da lomba, olhando para cima. Em dias de ventania o uniforme era mais apreciado ainda. Isso rendeu. Para mim, muito.
Teve também o uniforme do Aliança Futebol Club. Listras vermelhas paralelas às listras amarelas. Depois da primeira lavagem já nem tão paralelas. Se sobrepunham. A recomendação era lavar com sal pois a cada lavagem as camisetas iam adquirindo um quase laranja. Com o desespero, alguns lavavam as suas quase no sal puro. Diziam que o vermelho representava o sangue, a garra dos jogadores. O amarelo era o ouro (???) das medalhas. Claro que depois de tanto tempo e uso, a cor final deveria representar a vitamina C.
De lá para cá, nenhum uniforme mais. Nada mais de uniforme. Nada mais de unir formas.
Eu vesti o uniforme do "Othelo Rosa", em todo primário; o do "Julinho", durante o ginásio e o científico; do "Aliança Futebol Clube"; e o manto sagrado da "Banda Marcial Juliana" (em 68, 69 e 70).
ResponderExcluirEduardo (dudu)