segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vamos registrar a história da Turma do Murinho

Então pessoal, vamos passar isso a limpo e tirar as dúvidas sobre a "nascente" da Turma do Murinho? A idéia é cada um entrar em "comentários" (a palavra aparece sublinhada logo aqui abaixo do post) e colocar sua primeira lembrança, ou seja, qual a primeira "passagem" que voce lembra que poderia se dizer, quando você "entrou" para a Turma.
Vai ser legal depois a gente ler a memória de cada um.

domingo, 26 de julho de 2009

A Mansão Pesê


Esta era a sede coberta do Murinho. A Mansão Pesê vivia de portas abertas. Era o próprio coração de Mãe, de portas abertas para receber a gurizada. Foi alí o linking entre a turma de cima com a turma de baixo. Na Mansão a primeira reunião dançante com direito a dança da vassoura e bolo vivo. Aniver, acho que de 15 do Antônio. Lembro que na tarde desmontamos uma eletrola da casa, com um enorme altofalantes, para ligar meu K-7 Phillips e fazer a festa. Conhecemos a Tininha, a Verinha e o Aldinho. Grandes lembranças. O sótão, o fogão a lenha, os lanches que a Nega fazia, os jogos da copa de 70, Brasil e Inglaterra assistimos lá. Brasil 1 x 0. Com direito a pipoca e bombinha que o Gordo tocou no telhado do vizinho. O Dandão foi adotado pela Mansão e morou lá um tempo. Hoje a Mansão não existe mais. Ao menos na Felipe. Mas continua existindo nas nossas memórias.
Esta foto foi tirada já em 81. A menininha que aparece é a Renata, minha filha mais velha. Eu sabia que esta foto ainda um dia ia ser única.















sábado, 25 de julho de 2009
















Sem título.







E-mail do Foguinho

Turma do Murinho.
Hoje é terça-feira e estou acordando de um sonho. Minha mulher está “griladíssima” comigo, pois desde a madrugada de sexta eu só choro. Como poderia ela entender? Tem ela, apenas três amigas que mal se comunicam. Turma, nem pensar. Ainda bem, que ela tem a mim e ao filho, pois no mais, sua vida é pobre, quase vazia. Quanto a mim, jorra a riqueza das amizades. Vivo num mundo, que bem no fundo, jamais deixei escapar da minha memória os momentos vividos, havidos e compartilhados com vocês. Ela pensa que alguma coisa séria aconteceu comigo. Será que ela entenderia? É claro que uma coisa de muito especial aconteceu comigo, só que nem eu consigo explicar. Apenas choro. Choro com a emoção de tocar um violão no banquinho do Madrigal (510), ainda em construção, tendo a ilusão de ser ouvido no outro lado da rua, por aquela menina que tanto amei e que hoje, confesso, amo ainda mais. Mas, não a amo mais que ao Negão Zé; ao Jaime ou Raulzinho. Amo a todos com a certeza de que são eternos. Mulheres já tive muitas. Elas vão e vêm. Amigos passam na vida da gente como um trem na estação. Sempre temos a certeza de que um dia voltarão. E, quando isso acontece, nada mais enternece o meu coração.(choro mais um pouquinho) Até o próximo encontro…beijos a todos, Foguinho.

Significados de presente.

Tininha, Rejane, Verinha, Olímpio, Orestes, Maria Inêz, Antônio, Luizinho, Bea, César, Verinha, Inho, Ique, Liliana, Pirita, Sansão, Neca, Bauer, Radziuk,Pedrinho, Dandão, Diana, Beth, Lambarí, Flávio, Donga, Lúcia, Helena, Aninha, Dentinho, Porcão, Cheroso, Pedrão, Ramon, Ritinha, Rosani … estes também estavam presentes. São presentes que ganhamos nas nossas vidas. Fizeram parte, de forma tão especial, no nosso passado, que até hoje são tão presentes.
Duas frases me chamaram muito a atenção e até agora não saem da minha cabeça.
Uma foi da Lili, com uma fotinho na mão na qual aparecia o Olympio, ela olhou, e num tom muito afetivo disse: -“Querido”.
Pode não ter nada de mais e eu até nem sei pq este gesto da Lili me marcou desta forma. Acho que ela falando do Olympio, expressou o afeto que sentia por todos. Ou, tvz, pq eu não esperasse este gesto da Lili. Juro, fiquei surpreso. E encantado. Que legal o carinho da Lili.
Outra frase foi do Gordo. O Gordo, diga-se de passagem, estava eufórico, perplexo. Se eu não soubesse que o Gordo é e sempre foi, um “de cara” convicto, eu diria que o Gordo estava cheirado. O Gordo disse que o Murinho foi tão importante e a a época mais importante na vida dele, pq naquele tempo ele se sentia importante.
Gente, que grande isso. Cada um de nós identificava uma importância que nos atribuiam ou, a gente mesmo se auto-atribuía. O Gordo era o goleiro titular do Aliança. Eu era o DJ, o Bola era o culto, e assim por diante. Cada um era ícone em algo e, ícones diferentes em momentos diferentes.
E, olhem, esta frase veio do Gordo mas poderia ter vindo de cada um de nós. É inquestionável a importância que aquelas pedras de apoiar bundas tiveram nas nossas vidas. Não fosse assim, a Dóris não teria vindo de São Paulo, o Perão não teria vindo de Gramado (e voltado no mesmo dia), a Tita não teria vindo de Floripa, a Lililiana não teria ficado louca para vir também. E cada um que lá esteve, ao menos naquela sexta, certamente priorizou a Turma do Murinho em relação a todo o mais que poderia estar acontecendo.
E foi ótimo. Em três horas se atualizou 30 anos.
E por falar em atualizar, a Liliana me mandou um e-mail dizendo que estava curiosa de saber como estão todos, o que estão fazendo, quem tem netos, etc. Eu ía responder. Mas não vou. –“Vem na próxima Liliana. Ou, se quizeres, a gente organiza um mini-encontrinho para te ver e contar as antigas novidades”.
Queridos Amigos,

Um passado só pode nos marcar se tivermos coisas boas pra contar sobre ele ! E, sem sombra de dúvidas, o meu passado, a minha adolescência e início da vida adulta foi marcada por ter feito parte desta grande turma, nominada de Turma do Murinho.

Vários são os momentos de plena felicidade, alegria e diversão pelas quais passamos juntos. Nossa turma era composta muito mais por homens do que mulheres, mas tudo por uma questão de época mesmo. Acredito que muitas gurias até não frequentavam nossa turma por culpa de seus pais, numa época muito mais preconceituosa do que é a de hoje. Mas nada disso nos impedia de ir desbravando outras fronteiras, outras festas e conhecendo outras gurias com as quais muitos se deram bem na época e alguns até se casaram, como eu por exemplo e que me fez muito feliz num momento de minha vida e de meu crescimento tanto profissional como pessoal. É inegável que nosso caráter se forma não só em nosso lar, mas também com as pessoas com as quais convivemos e isto nossa turma sempre teve, muito caráter e honestidade, o que carregamos por toda a nossa vida. Com estas poucas palavras fico tranquilo em afirmar que fui um privilegiado em ter todos vocês como meus Amigos.
Um grande beijo a todos e não vamos nos dispersar ou ficar pensando somente no novo encontro de dezembro, podemos nos encontrar outras vezes também !

Alexandre.


Prezado amigo Raul

A festa do murinho estava dez. O nosso muito obrigado pela bela confraternização que Tu e o Dudu nos proporcionaram. Vamos fazer outras, é claro. Contem sempre comigo.
abraços

José Inácio Freire


Pessoal Querido,Fiquei bem triste por nao poder comparecer ao encontro, agora estou mais triste ainda por ver que foi um sucesso!Os depoimentos sao emocionantes!Por favor, marquem o proximo encontro bem no inicio de dezembro, por causa da quantidade de festas que acontecem nesse periodo. Eu nao posso perder a reuniao dancante na garagem!Um beijo grande!Solange.

Compareceram 34 pessoas ao encontro da turma do murinho em 19/06. Para quem não esteve presente, transcrevo, abaixo, alguns depoimentos:
Queridos e estimados amigos!
Primeiramente gostaria de agradecer ao Dudu e ao Rauuuuuulzinho pela iniciativa na organização do evento, nunca esquecendo do foguinho que, com sua insistência, conseguiu otimizar o nosso encontro!
Foi extremamente gratificante reencontrá-los e, ficou o gostinho infantil de “quero mais”. Começamos, lá mesmo, as tratativas para outro encontro em dezembro, que será marcado com antecedência, para que mais “amiguinhos ” possam ir. Desta vez, será uma reunião dançante, possivelmente numa garagem! Não pude, em momento algum do evento, deixar de lembrar nossos queridos e inesquecíveis Orestes e Olympio.Eles continuam e continuarão entre nossas recordações de vida!
Lanço um desafio para a “turma do murinho”:No próximo encontro, cada um leve outro membro, com isto enriquecendo nosso reencontro.
Dizem que “recordar é viver” e digo a voces, parafraseando Neruda, que JURO QUE VIVI! . Muito obrigado por voces existirem!!
Um beijão
Bola
Luiz Antônio Borges GERMANO da Silva


Grande Amigo de sempre,”DUDU”,acredito fielmente que tudo que fizestes junto com os demais,retornará,milhares de vezes,em energias boas,vibrações positivas,e pensamentos próativos,para todos que estejam ao teu redor.É o único caminho a ser trilhado por pessoas que crescem,ao ver a possibilidade de unir,somar,aglutinar,ajudar,a que os demais sintam a alegria de reviver momentos,como ontem á noite,que estavam congelados no freezer,e o que permitiu isto foi,simplesmente,TURN ON,ligar e deixar rolar,a sinergia que sempre existiu dentro,e entre nós da TURMA DO MURINHO.
Murinho este que jamais permitirá que ,não possamos transpo-lo,ficaremos sim,sentados como fazíamos,a olhar um horizonte,com as belas palavras do Pablo,e imagens ricas,de quem desenhou para emoldurar,estas mensagens,abaixo qualquer proibição,que permita,que pessoas especiais como todoss nós,nos abracemos,e sejamos felizes como na noite de sexta,19/06/2009,ali no Marquês.Um abraço e um beijo a todos.
Do William,do Luccio,521,Bomfa.

Tava muito bom.



“Queridos,

Parabéns aos organizadores da iniciativa. Eu que agradeço o convite para fazer parte desta festa! Adorei rever a todos, depois de tantos anos afastada do convívio.
Só lamentei ter perdido o voo e ter chegado tão tarde, pois não consegui conversar direito com todos como eu gostaria.
Vamos repetir a dose em dezembro…
Vocês marcaram a minha vida dos 17 aos 34 anos (quer época mais importante?) e podem ter certeza que muito do que sou hoje devo a todas as referências, influências desta geração, desses valores que cada um trouxe de suas vivências particulares e de suas famílias.
Mas foram pessoas importantes também, pelo afeto, carinho, amizade e até amor (afinal fiquei casada 17 anos com o PInduca), o que me possibilitou crescer, amadurecer e ter tido a oportunidade de conviver com grande parte dessa turma.
EStou separando mais fotos para continuar alimentando o blog.
Bjos.
Doris”


“Amigos queridos,

Foi muito legal,demais, dez , encontrar vocês.
O Dudu e o Raul merecem nosso obrigado.
Eu e o Foguinho vamos ensaiar mais nossa dupla e
aí vai ser que nem show de roqueiro: do c…..lho….!!!
A Madre Teresa diz que quando a gente se aproxima de
alguém é melhor sair dali melhor do que quando chegou. Nos anos sessenta e agora, quando a gente se encontra, a gente saiu e sai melhor, muito melhor, com certeza.

Abraços e beijos a todos
boa semana e até sempre!

Jaime Valdomiro Camisa 7 “

“Queridos…
Agradeço ao Raul ao Dudu e a todos os que batalharam pela realização do evento.Quero dizer que amo cada um de vocês de um jeito diferente, e que fico feliz, por poder nestes encontros, pode reafirmar e perceber que a humanidade é boa, pois o nosso lado bom, se percebe mesmo passados tantos anos, está sempre lá presente em cada um de nós.Sinto não ter conseguido falar com todos, mas em tão pouco tempo, nossas afinidades tiveram que aflorar com muita força, pois sentimos falta destes irmãos.Quero me desculpar com os que não reconheci de primeira, e com os que não falei por falta de atenção.Saí e estou ainda, com a sensação de querer dar algo que seja caro para mim, em agradecimento a todos pelas lembranças e momentos bons que tivemos.
E aí vai : Perguntaram ao Dalai Lama :
“… O que mais te surpreende na humanidade? Ele respondeu: Os homens…Primeiro perdem a saúde para ganhar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.” Amigos o passado já foi, o futuro virá, o presente, portanto, é a única coisa que de fato existe!! AbraçosRicardo Garcia”

”Agradeço a presença e a participação de todos voces no encontro. Foi muito importante para mim ver os velhos amigos no presente. Tenho certeza que este não será o último. Vamos nos procurar mais e agregar outros ao nosso convívio.Um grande beijo,Dudu “
“Prezado Dudu

A confraternização da turma do murinho foi dez. Foi possível reencontrar amigos que há muito tempo eu não via. Parábens pelo trabalho que tu e o Raul fizeram de garimpar toda essa gente boa. Espero que esse seja o primeiro de muitos encontros. E o Sapo hem? Continua o mesmo de sempre. Eu até consegui derrubar o homen ehehehehehehe…….
abraços
José Inácio Freire”

”Turma
Apesar do péssimo estado da BR 101 e das 15 horas ao volante (entre ida e volta), foi uma imensa alegria ter compartilhado deste primeiro encontro da turma do murinho. Claro, eu cheguei atrasada e saí de repente, ainda me parece que tudo foi quase como um sonho, que apenas arranhei a superfície de algo que queria segurar firme e guardar com cuidado em algum lugar especial do coração, mas certamente espero que tenhamos mais oportunidades de nos encontrar.Mesmo morando em Floripa, farei o possível para estar mais veses com esta turma tão querida que escreveu uma das páginas mais doces e emociontes da minha vida. Por isso, talvez, me parece que não pude me sentar ao lado de cada um de voces o tempo que gostaria, para contar das minhas venturas e desventuras pela vida e saber das trajetórias de voces.Foguinho, só morta eu deixo meu paraíso à beira mar, mesmo ameaçada pelo efeito estufa que está fazendo o mar invadir a orla, mas podemos combinar alguns concertos, adoro cantar e se me passarem as letras das músicas do repertório do nosso tempo, terei o maior prazer em acompanhr o jaime no microfone…Muitos beijos, amei, até a próxima!!!
Tita”
“Oi,Estou louca para saber como foi o reencontro.Manda fotos e comentários.Cheguei hoje (21 junho) em Porto Alegre, deixei filha e netas muito bem em Campinas.Beijo.Solange.”

“Raulzinho
Como foi importante nosso encontro.Hoje reconheço que aquele período que convivemos foi genial, despretencioso, irreverente, não tinhamos contas a pagar, viviamos na emoção.Preciso te parabenizar juntamente com o Dudu, sempre soube do teu talento.Vamos incrementar nossos futuros encontros.Puxa, que saudade…abraçogordo”

Grandes dançarinos!




Foguinho, Beth, Orestinho (com plover) e Zé.
A gravata do Foguinho era psicodélica.

Incrivel

Estava comentando sobre a dificuldade que se tem de organizar um encontro, e a Tita disse que os adultos são complicados mesmo.
Fiquei pensando que quando tinhamos algo entre 15 e 18 anos, esperávamos até o sábado para ver se alguém nos apresentava alguma festa. Se isto não acontecia até lá pelas cinco da tarde, como num passe de mágica a gente arranjava a casa de alguém, podia ser na garagem mesmo, alguém se encarregava de ir instalando o som, outros iam convidando e quando se via a festa tava pronta e maravilha.
O mais interessante é que não existia e-mail ta,pouco celular e nenhum de nós tinha carteira de motorista. E as casas poderiam ser no Bom Fim, ou no Menino Deus, ou em Petrópolis ou no Partenon. Normalmente não se tinha grana pro taxi. Chegamos em uma época pedir dinheiro na rua, à tarde, para ter grana na noite. Claro, tinha que sobrar um troco para comer cachorro-quente no Shafram na volta.
Outra alternativa era colocar 4 num taxi. Um, necessariamente tiha que ir rezando na capelinha, ou seja, sentado no chão do fuca diante do taximetro que era da marca Capelinha. Invenções do Ique e do Jaime. Mas chegar de ônibus, jamais. Podiamos até pegar um Ônibus ou um bonde até perto do local, mas se chegava de taxi.
Na verdade tudo era difícil, mas tudo era fácil. Tinha uma coisa essencial: Vontade.
E agente sobia e descia escadas carregando caixas de som. Desmontávamos eletrolas para instalar um mini k-7 Phillips cujo pause era feito com um palitinho de fósforos segurando direto na fita e mais…. as lâmpadas coloridas eram conseguidas das mais variadas maneiras, normalmente envolvendo um pézinho, um paninho (normalmente as lâmpadas estavam quentes) e, invariavelmente, uma corrida.
Mas tudo era feito com prazer, com alegria e com um forte senso de equipe, cujo objetivo era dançar Je t’aime moi non plus mesmo sabendo das consequências. O Bola que o diga.

Outra de 15 anos
Devido ao sucesso dos dançarinos naquela festa no salão dos Rosa Cruz, fomos convidados por outra colega da Rachel para os 15 anos da filha.
Lá na Val Paraíso - quase Barão, perto da Ipiranga. Casa dela. Já chegamos tirando as gurias pra dançar. As Mães ficavam bem faceiras. Os pais nem tanto. Quando Jane Birkin e Serge Gainsburg cantavam, batia o pavor nos velhos. E ficavam insistindo para que as luzes ficassem acessas.
Uma vez em uma festa alí na Oswaldo Aranha - o nome da guria era Rita - o pai dela, milicão, insistia em deixar um abajur aceso, sobre uma mesinha. A gente ia lá e cuspia na lâmpada quente até ela estourar. O véio ia lá e trocava a lâmpada. Bom isso aconteceu algumas vezes. Muita saliva e algumas lâmpadas. Até que o Coronel chamou a PE. Imaginem só… a PE, para nos levar. Tempos de ditadura irmãos.

Esta é famosa


Festa no Rosa Cruz
Aí nós já eramos profissionais. Para sta festa nós fomos convidados e nem conhecíamos a aniversariante. Eram os quinze anos de uma filha de uma colega da minha Mãe. Fomos convidados pois já era papo corrente que “tiravamos as gurías para dançar”.
Sucesso.
Quando a festa era na casa de alguém então, tinha um dos amigos aí que não saía da cozinha. Mais no final da noite dançava - dois pra lá,dois pra cá - até com a epregada. Ou melhor, preferencialmente.
Obs. Ainda bem que a foto é P&B. Eu estava com uma camisa cor de vinho brilhosa, uma gravata amarela e um casaco de veludo marrom.

Outra do 3º andar


Tarde de domingo
Ao fundo aparece a casa da Rejane. Foi na casa dela a primeira festinha que fomos na José de Alencar. O “point” Menino Deus iniciou alí. Depois, em função daquele ato discriminatório de parte da Mãe dela, a Dona Ignácia nos acolheu, pois tinha, vejam só, “especial apreço” de que as filhas andassem conosco, rapazes com as melhores recomendações. Provavelmente a Dna Zélia recomendou. Claro, nem diria o contrário, afinal, os filhos dela eram partes integrantes. E as filhas tbém. De qquer forma, se algumas vezes a Dna Ignácia se arrependeu, não foram tantas.
E em primeiro plano nas fotos, os Romeus e as Julietas das tardes de domingo da época.

Pedras que fizeram estórias




Este é o tão falado e tão lembrado Murinho. Na verdade eram Os Murinhos pois no edifício ao lado, tinha o murinho do Ed.Lúcio. Ambos esquentaram e gelaram muitas bundas, em muitas tardes e muitas noites. No Lia eu morei. Morou também a Bety e, exatamente naquela janela, a Rejane, na época musa inspiradora e daí a origem. No Lúcio, moraram o Orestinho (bota o plover dizia a Dra Erení), a Liliane, o Willian e a Diana, o Pedro Aurélio, a Silvinha. Claro, na época o Lúcio não era assim. Muro era muro mesmo. Os edifícios não tinham grades. A gente ficava na rua. As crianças brincavam na rua. Jogavam taco e futebol. Escanteio se podia cobrar do meio da rua. E no Lúcio tinha o Seu Hugo (Heinnnn????) e a Dona Maria. Ainda vamos falar mais sobre isso. Agora vou jantar.Este é o tão falado e tão lembrado Murinho. Na verdade eram Os Murinhos pois no edifício ao lado, tinha o murinho do Ed.Lúcio. Ambos esquentaram e gelaram muitas bundas, em muitas tardes e muitas noites. No Lia eu morei. Morou também a Bety e, exatamente naquela janela, a Rejane, na época musa inspiradora e daí a origem. No Lúcio, moraram o Orestinho (bota o plover dizia a Dra Erení), a Liliane, o Willian e a Diana, o Pedro Aurélio, a Silvinha. Claro, na época o Lúcio não era assim. Muro era muro mesmo. Os edifícios não tinham grades. A gente ficava na rua. As crianças brincavam na rua. Jogavam taco e futebol. Escanteio se podia cobrar do meio da rua. E no Lúcio tinha o Seu Hugo (Heinnnn????) e a Dona Maria. Ainda vamos falar mais sobre isso. Agora vou jantar.



Uniformes ficam como imagens mágicas na nossa cabeça.
Lembro até hoje do “Guarda Pó” branco com uma gravata azul marinho que usava para subir a lomba da Felipe, todos as manhãs, para ir até o Grupo Escolar Othelo Rosa. Estava assim no dia 30 de março de 1964 quando cheguei no colégio e disseram que não teríamos aula. Claro, fiquei louco de contente e descí a lomba. Até hoje me arrependo por ter comemorado que iria poder brincar mais cedo. Daquele dia em diante, o Brasil nunca mais foi o mesmo. Muita gente nunca mais pode brincar.
Algum tempo depois foi o preto com o jota vermelho. Respeitadíssimo uniforme do Julinho. Na época era um dos três “Top of Mind” de Porto Alegre. O outro era o dos baleiros do Colégio Militar, que mesmo sem eu ter estudado lá, fez parte da minha vida. Se o Bola, o Sérginho, o Xexê ou o Quico não tomarem a iniciativa, uma hora vou pedir licença e vou escrever sobre.
Ah, quase esqueço: O outro Top of Mind de PoA era o uniforme das gurias do Instituto de Educação.
Maravilhoso. Principalmente na época da minissaia. Isso me faz lembrar das pernas da Verinha, que morava na frente do 544. Aquela que namorava o tal de Foguete. Baleiro filho da puta, um dia, num baile do Militar, me deu um cotovelaço no peito. Provavelmente só por que eu tava cuidando a namorada dele.
No Julinho também teve a calça Topeka marrom com o blusão de korrigan amarelo. Fiasco. Até greve deu. E ainda tinha um medalhão prateado com o jota.
O uniforme da banda é até hoje uma lembrança que emociona. Incrível, 30 anos depois, volta e meia me pego falando na banda. Também merece um post dedicado.
Mais ou menos nesta época, outro uniforme fixou imagem: O do colégio Pio XII. Mas tinha que ser visto da parte de baixo da lomba, olhando para cima. Em dias de ventania o uniforme era mais apreciado ainda. Isso rendeu. Para mim, muito.
Teve também o uniforme do Aliança Futebol Club. Listras vermelhas paralelas às listras amarelas. Depois da primeira lavagem já nem tão paralelas. Se sobrepunham. A recomendação era lavar com sal pois a cada lavagem as camisetas iam adquirindo um quase laranja. Com o desespero, alguns lavavam as suas quase no sal puro. Diziam que o vermelho representava o sangue, a garra dos jogadores. O amarelo era o ouro (???) das medalhas. Claro que depois de tanto tempo e uso, a cor final deveria representar a vitamina C.
De lá para cá, nenhum uniforme mais. Nada mais de uniforme. Nada mais de unir formas.

Ocho dias a la semana


Assim como meu Padrinho me mostrou o caminho de ser Gremista, a Liliana me introduziu aos Beatles. É claro que eu já conhecia She loves you ye ye ye, I wanna hold your hand e outras, principalmente pelas versões que o Renato e seus Blue Caps cantavam. Mas quando a Liliana chegou no Lúcio, vieram com ela da Argentina alguns compactos simples, naquela época ainda novidades aqui. Isto combinava com ela. De certa forma a Liliana era uma “visão avançada”. Algumas vezes um passo a frente. O “O Furo”, acho, tbém começou com ela. Da bandeira argentina ela trouxe tbém a cor dos olhos, que por sinal, despertaram algumas paixões, algumas brigas e alguns ciúmes.
Coisas tão simples, em um momento sem qualquer significado, podem ser tão importantes mais adiante. Quando ela me mostrou aqueles disquinhos (tinha tbém “We can work with out”), nunca naquele momento se iria imaginar que iria querer conhecer os discos dalí para trás e dalí para a frente.
Obrigado Liliana. O que pra tí não foi nada, pra mim foi.
E se foi através dela tbém que eu conhecí a Mafalda, vou me entregar pro SPC, pois não vou ter como pagar essa dívida.

A elegância do zagueirão


A estas alturas da festa, além do noivo, somente o Xexê está com o terno completo.
O noivo, muito provavelmente não iria ficar assim por muito tempo. Já o Zagueirão se comportava elegante mesmo com a desbotada e manchada camisa 3 do Aliança. É sem dúvida uma honra ter um xará de tal finesse.

Futebol Exportação




O Gringo foi pros States pois lá ele seria titular na ponta direita do Cosmos. Já pensaram nele cruzando para aquele tal de Pelé? Quando foi isso Jaime? Deixastes saudades hein Gurí. Muita menina alí ficou chorando.




Lembram da Lúcia?
A Soninha e a Mumu conhcemos em uma daquelas excursões do Maranhão. Não lembro se elas eram do Julinho ou do Infante D.Henrique. De qquer forma elas queriam ter a certeza de que o Jaime embarcaria e nos daria 9 meses de descanso.
Mas a Rosani não parava de tirar sisco do olho.

Sobre o Furo e O Murinho


O Dudu deu uma de Women Analist.
Não era o cara que mais entendia das meninas. Neste quesito vencem, disparado, Jaime e Xexê: Os únicos que souberam escolher bem as esposas, pois os aguentam até hoje!!!
Até hoje não sei por que o O Furo parou de rodar e fundaram o O Murinho. Acho que coisas do capitalismo. Concorrência. Briga de belezas talvez. Ou alguma divergência de “linha editorial”? De qualquer forma, um fato histórico. Naquela época já um jornal com cor: Roxo.

O Bola e os Bee Gees



Só por que o Mano Zé uma vez falou pra ele (Bola) a letra de First of May ele (Bola), até hoje, acha os irmãos Gibb melhor do que os Beatles. Só ele (Bola) acha isso. A literatura ou a imprensa mundial, em nenhum momento registrou tal eresia. Veículos de repercurssão tais como O Furo e O Murinho acompanharam tal absurdo, mas nunca se dignaram a opinar.
Tá certo que os brothers Gibb fizeram alguma coisa boa: Massachussets, Cherry Red (ah Cherry Red !!!), Words e……. ah Tragedy e aquelas do filme do Travolta. Quanto aos Beatles, em 7 anos foram 15 LPs de inéditas e algo em torno de 215 músicas. Todas boas. Muito boas. Produção inigualável. Tá certo que eu acho Obla-di Obla-dá muito chatinha.
De toda a forma, sempre é tempo para rever conceitos. Bolinha, eu tenho quase todos os discos dos Bee Gees para te emprestar.
O detalhe importante é a concentração do Bola. Provavelmente estava tocando “I started a Joke”.
As festas no “Terceiro Andar” foram marcantes.
Lembro quando limpamos o local para que fosse a nossa boate. Lá era um local onde o General guardava milhares de livros do tipo Coyote, Giselle A Espiã nua que abalou Paris, e por aí a fora. Faziamos as pilhas de livros, amarrávamos em uma corda e desciamos pela sacada. O Gordo trabalhou muito. Depois foram vendidos na Feira do Livro em uma banca do Lyons. E nós nos revesávamos fazendo plantão na banca. Foi o preço que pagamos para ter o terceiro andar. Depois de limpo o Yeddinho instalou o som e a iluminação, com direito a luz negra. E rolava a festa.
Tinha também uma mesa de ping-pong e um toca-discos profissional de DJ, com um microfone com cabo de mola, no qual o Jaime tomou um choque que ficou grudado, estirado no chão, tremendo e gritando. Depois desta o Italiano ficou traumatizado um bom tempo. Não tocava nem em interruptor de luz. Foi um “point” e uma época. Sem dúvida, inesquecível.


Dia destes fui visitar o Dudu lá na UFRGS e ficamos falando, óbvio, sobre fatos passados quase eternos.
Depois fiquei pensando nas pedras do Murinho do Lia e quais outros alicerces da turma.
Sem dúvida a música e dançar eram os grandes apelos que escondiam a busca pela paixão, a sexualidade dos 15, a vontade de pegar na mão, de beijar na boca, de gostar de alguém e de ser gostado(a). Mas a semana corria em função da “reúna” do sábado.
O outro alicerce foi o futebol. O Aliança Futebol Clube.
Claro, alguns gostavam mais das meninas, outros gostavam mais de futebol. Em princípio, os melhores no futebol, titulares do time, gostavam mais da bola. Eu era muito ruim. Bancão. Reserva absoluto. Ruim como eu só o Jaime e o Alexandre (apesar de que o Jaime nunca assumiu isso). E pior do que eu, ainda bem, tinha o Orestes. O Jaime era o Valdomiro e o Orestinho (Deus o tenha no banco pois se botar ele pra jogar ele estraga o céu) era o Volmir.
Mas é que o time era muito bom. Gordo ou Bauer no gol. Xexê, Dudu, Zé Francisco, Sérginho, Quico, Dandão…Bola e Ique, dois grandes ciscadores. O Perão (Verdureiro) se diz até hoje o titular da camisa 4. Este time ganhou do Wallig e do Grêmio Israelita, que disputavam o Estadual. O Wallig foi campeão estadual.
Em função da qualidade do time, não guardo máguas da reserva. Na noite eu jogava.
Bah Gringo, como tu tava alegre e faceiro!!!!! Se a Ipiranga te visse assim, te contratava no lugar da Ipirela.






Preocupado com as florzinhas
Além do lado cultural fortemente desenvolvido na Turma, observem que já naquela época o conceito de sustentabilidade era assimilado e praticado. O Alexandre, desde cedo amante da natureza, observando o gineceu.
Qual foi o primeiro, O Furo ou O Murinho?
O pessoal gostava muito de escrever poesias. Iportante para o sucesso nas reuniões dançantes.

Alguns vizinhos algumas vezes nos chamaram de vagabundos, arruaceiros e outros adjetivos desta linha. Certamente em momentos de ira e a ira, muito provavelmente, se não com razão, com emoção e motivo. Se chamar-nos de vagabundos estava errado, chamar de anjinhos também estaria.
Aqui aparecem a cópia da cópia do “O Furo” e do “O Murinho”, ambos recordações que a Bea guarda com especial carinho e nos mandou. “Murinho também é cultura”. Quem vai escrever sobre os jornais da turma?
Os “jornalistas” eram principalmente a Liliana, o Bola, a Bea e o Jaime.
A impressão era feita em um mimeógrafo à álcool, se não me engano na casa de uma tia do Gordo e do Ique que era professora. E a cada edição todos participavam como repórteres ou como colunistas.
O Ricardo tem uma edição na qual entrevistamos o Érico Veríssimo. Que tempo… e que vento.














15 anos da Jeanete. Reunião no terraço da Barão do Triunfo

Detalhe: No fundo o Vô Olpídio.
O Jaime não sabia dançar. Só posava pra foto.


Maria Adélia, Virgínia (Pio XII), acho que a Ana “Pirita” Lúcia, não sei, Jeanette Aniversariante, Janete Risonha, Tita e Cóquinha.

Bah Jeanette, tu estavas bem acompanhada hein????