sábado, 25 de julho de 2009

Duas frases me chamaram muito a atenção e até agora não saem da minha cabeça.
Uma foi da Lili, com uma fotinho na mão na qual aparecia o Olympio, ela olhou, e num tom muito afetivo disse: -“Querido”.
Pode não ter nada de mais e eu até nem sei pq este gesto da Lili me marcou desta forma. Acho que ela falando do Olympio, expressou o afeto que sentia por todos. Ou, tvz, pq eu não esperasse este gesto da Lili. Juro, fiquei surpreso. E encantado. Que legal o carinho da Lili.
Outra frase foi do Gordo. O Gordo, diga-se de passagem, estava eufórico, perplexo. Se eu não soubesse que o Gordo é e sempre foi, um “de cara” convicto, eu diria que o Gordo estava cheirado. O Gordo disse que o Murinho foi tão importante e a a época mais importante na vida dele, pq naquele tempo ele se sentia importante.
Gente, que grande isso. Cada um de nós identificava uma importância que nos atribuiam ou, a gente mesmo se auto-atribuía. O Gordo era o goleiro titular do Aliança. Eu era o DJ, o Bola era o culto, e assim por diante. Cada um era ícone em algo e, ícones diferentes em momentos diferentes.
E, olhem, esta frase veio do Gordo mas poderia ter vindo de cada um de nós. É inquestionável a importância que aquelas pedras de apoiar bundas tiveram nas nossas vidas. Não fosse assim, a Dóris não teria vindo de São Paulo, o Perão não teria vindo de Gramado (e voltado no mesmo dia), a Tita não teria vindo de Floripa, a Lililiana não teria ficado louca para vir também. E cada um que lá esteve, ao menos naquela sexta, certamente priorizou a Turma do Murinho em relação a todo o mais que poderia estar acontecendo.
E foi ótimo. Em três horas se atualizou 30 anos.
E por falar em atualizar, a Liliana me mandou um e-mail dizendo que estava curiosa de saber como estão todos, o que estão fazendo, quem tem netos, etc. Eu ía responder. Mas não vou. –“Vem na próxima Liliana. Ou, se quizeres, a gente organiza um mini-encontrinho para te ver e contar as antigas novidades”.

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